FAZER O QUÊ?

O que nos faz pensar que uma outra pessoa ou que muitas outras pessoas não são importantes? Que sua vida não tem valor? Que não merecem nosso respeito ou a nossa atenção? O que nos leva a não gostar dos outros? A não entendê-los ou a não aceitá-los?

Pode ser que alguns de nós vivenciemos algumas dificuldades de caráter biológico ou psicológico, o que poderia explicar, mas nunca justificará qualquer ação de agressão à vida, ao meio e às pessoas.

O que fazer? O que fazer para não ser agredido, para não ser roubado, para não ter sua vida interrompida pela ação de uma outra pessoa? O que fazer para não ser privado da companhia de alguém próximo, ou muito próximo?

Quem de nós não deseja viver? Viver mais e melhor, na companhia da família e de amigos? O que fazer para que possamos desfrutar nossa vida com tranqüilidade? Ou, pelo menos, com menor risco de interrupção devido à ação invasiva de outras pessoas? Veja, refiro-me à pessoas, portanto, seres iguais a nós!

Talvez seja necessário cuidar mais dos outros. Isso mesmo, cuidar! Cuidar para que tenham o Amor como referência de vida. Amor pela natureza, pelas pessoas (com base em exemplos de Amor). Quem sabe assim as pessoas passem a gostar mais dos outros, a entender que a vida de todas as pessoas é muito importante e que ela serão respeitadas como pessoas porque, pelo seu exemplo, ensinaram o respeito pelo ser humano.

Isso vai resolver no curto prazo? Certamente não significativamente, mas é no médio e no longo prazo que precisamos pensar. Talvez não seja possível evitar outros assassinatos de crianças, de jovens e adultos no curto prazo, mas certamente conseguiremos reduzir outros que aconteceriam quando a geração de crianças de hoje alcance a maturidade e tenha seus filhos.

Não nos resta outra saída, senão cuidar das outras pessoas. Mas, quais ações práticas representariam este cuidado? Vejamos alguns exemplos:

- Faça autoconhecimento. Pergunte-se: Qual é o propósito da minha vida? Mas pense se colocando no lugar dos menos favorecidos (em diversos aspectos).

- Repense seu voto. Acompanhe seu representante e quem sabe, candidate-se também.

- Envolva-se em trabalhos comunitários.

- Faça planejamento pessoal para poder estudar, trabalhar, cooperar com os outros, participar da família, cuidar da saúde.

- Preserve a natureza. Reduza a geração de lixo, poupe água e energia, use materiais recicláveis.

Enfim, existe além destas, muitas outras maneiras de ajudar pessoas a se construírem de tal forma que elas vejam nos outros o significado de estar temporariamente na Terra e possam, por sua vez, investir sua inteligência, seu tempo, seu potencial na preservação e valorização da vida.

Assim, mesmo sendo temporária, sua passagem por aqui, deixará contribuições permanentes. Por isso deseje e faça por merecer o maior titulo que alguém pode desejar: o de uma pessoa boa!

Nelson José Wedderhoff
Consultor, professor do ensino superior
www.mediunato.org