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Atitude
Filosófica |
| A
criança vê a Lua e pergunta o que é aquilo lá
no céu? – É a Lua. – E o que é Lua? –
A Lua é o satélite da Terra. – E o que é um satélite?
É um pedaço da Terra que se separou quando a Terra foi formada
e agora gira em torno da Terra sem poder escapar. – Por quê?... Como podemos observar neste diálogo e em muitos outros que presenciamos em nossa vida, a atitude científica da observação e a atitude filosófica da busca do entendimento parecem já vir instalada em cada ser vivo. Nossa cultura popular demonstra esta descoberta até na observação dos animais quando declara: “a curiosidade matou o gato”. Esta busca parece não ter idade e nem fim. O jovem busca entender o mundo. O adulto busca entender a vida, o ser, sua origem, seu destino, sua razão. Todos fazemos ciência e filosofia em variados graus. À medida que tomamos consciência deste processo nos tornamos mais eficientes na observação e na interpretação dos resultados. Este processo acaba nos libertando de alguns receios e mitos, dando lugar a uma sensação de confiança serena sobre aquilo que já observamos, verificamos e experimentamos. Alguns chamam isso de fé e outros de certeza. Quando lemos um pouco sobre a infância da consciência humana, descritas em alguns livros de história da filosofia, nos surpreendemos com alguns relatos. Avaliando alguns dos mitos, perguntas, observações e idéias, concluímos que variam entre o infantil e o sublime. Nos parece que a mesma lógica permite imaginar que leitores futuros, atentos às nossas questões e conclusões, poderão fazer sobre nós a mesma avaliação que hoje fazemos sobre os antigos filósofos.
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