Evangelho no lar


Diante do bombardeio de estímulos aos vícios que nos atingem, e aos nossos filhos diariamente, é justo que nossas atenções, convocadas pelo mundo espiritual superior, estejam voltadas para o Lar Espírita no momento conturbado do orbe em que estamos vivendo. O lar é uma grande e delicada oficina de trabalho espiritual, porque é nele o lugar onde iniciamos a nossa mudança interior. Diz Jesus: “A Paz do mundo começa entre quatro paredes”.
Seremos lá fora, no grande campo de experiência pública, aquilo que aprendermos no Lar.
I. CONCEITO – Trata-se do estudo do Evangelho de Jesus em reunião familiar. (evangelho significa = boa nova, novidades que ainda não conhecemos ou praticamos).
II. IMPORTÂNCIA
As pessoas, unidas pelos laços consangüíneos, poderão compreender a necessidade da vivência harmoniosa e, dentro das suas possibilidades, buscar superar possíveis barreiras que possam existir entre cônjuges e irmãos, pais e filhos, etc.
Aqueles que, desde cedo, tem suas vidas orientadas pela conduta cristã, evitam, com maior facilidade, que os embriões dos defeitos que trazem, apareçam, sanando, dessa forma, o mal antes que ele cresça. Se as tendências negativas aflorarem, apesar da orientação desde a infância, encontrarão seguros elementos morais para superá-las, porque os ensinamentos de Jesus tornam-se fortes alicerces para a sua superação. Com o estudo do Evangelho de Jesus aprende-se a compreender e conviver na família humana, amando e perdoando, suportando e compreendendo os revezes da vida.
III. PROCEDIMENTO – Sempre com a maior simplicidade possível iniciar a prática do Evangelho no Lar, mantendo sempre o mesmo dia e horário. Isto facilita a participação da equipe espiritual.
O dia passa a ser especial, o horário é nobre, pois vamos receber a visita de Jesus através daqueles que trabalham na construção do bem.
Local: onde permita a tranqüilidade e que não haja interferência de qualquer outra atividade.
Ao aproximar-se da hora do Evangelho, prepara-se a mesa com o carinho de quem espera convidados muito amados. Vasilha com água a ser fluida e copos para cada participante. Pode-se preparar uma vasilha especial, caso haja alguém doente na família. O vidro transparente deve ser preferido e pode-se colocar o nome do usuário na garrafa para facilitar o atendimento de alguma necessidade específica da pessoa.
2) Participantes:
As crianças devem participar do Evangelho no Lar. Nesses casos, os adultos deverão descer os comentários ao nível de entendimento delas; designar-lhes pequenas tarefas, incentivá-las a questionamentos.
Evangelho individual - Procurar a intimidade com o Mestre e, sozinho, sintonizar com o Cristo, através da leitura edificante;
3) Prece: simples e espontânea, buscando o silêncio íntimo, podendo assim sentir a presença de Jesus;
4) Leitura do Evangelho: Fazer a leitura de O Evangelho Segundo o Espiritismo, começando pelo Capítulo I. A leitura deve ser metódica e seqüente, estudando cada item de cada vez, para que haja real compreensão e interiorizarão dos ensinamentos.
5) Comentários sobre o texto lido: Devem ser breves, feitos por todos, e cada um expõe o que entendeu da leitura; se houver dificuldade, leia de novo e, então, comente cada parágrafo. Lembre que os mentores espirituais estarão ajudando a compreender a lição. (note as explicações dos espíritos ao final de cada trecho do evangelho – após esta leitura pode se verificar o que foi entendido)

Mentalização: Pela paz do mundo; pelo amparo aos pobres; pela saúde dos enfermos; por nossos familiares e amigos; pela reabilitação dos presidiários; pelos trabalhadores do bem; pela harmonia nos lares desajustados; pelo desenvolvimento espiritual dos jovens; pelos idosos e crianças abandonados. Por nossa família; vizinhos; amigos; companheiros de trabalho; enfim, para aqueles que sabemos estar necessitando de apoio.
7) Prece de Encerramento: Prece simples e espontânea de agradecimento à Deus, Jesus e ao plano espiritual, que nos deram sustentação neste Evangelho no Lar, desejando que esta paz e harmonia fique no coração de todos.

A reunião tem a duração de vinte a trinta minutos.

CONCLUSÃO – Não releguemos jamais a segundo plano a responsabilidade de cada um de nós para com a realização do evangelho no lar, nunca forçado como se fosse uma obrigação penosa, mas com alegria pela expressiva função que ela tem, propiciando em cada santuário doméstico a presença do bem.
Reconhecemos a necessidade do alimento espiritual, que nos sustenta nos propósitos da reforma íntima, que nos dá a coragem de perdoar, e nos coloquemos em condições de amar e bem educar os nossos filhos à luz do Evangelho. É possível que dentre eles se encontrem alguns dos obreiros especialmente destinados às grandes realizações do 3º Milênio.

Contribuição da Irmã Cristina do GEM de Quarta Feira.