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Qual
a raiz das deficiências?
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da perfeição que se observa na Creação*, quase
todos já nos deparamos com pessoas que sofrem sob os efeitos de algum
tipo de deficiência. As deficiências mais visíveis são de ordem física e mental e ninguém pode afirmar que já não tenha passado por esta experiência em alguma encarnação anterior assim como não pode se considerar livre de uma experiência similar em um momento futuro. Como não é possível evitar os efeitos sem eliminar as causas, este é um tema que deve interessar a todos nós, candidatos a futuras reencarnações. As causas das deficiências físicas e mentais, antes atribuídas a alguma espécie de castigo de Deus, começaram a ser desvendadas pela Ciência e passaram a ser entendidas como evitáveis. Um dos exemplos mais simples é o da poliomielite, mais conhecida
como paralisia infantil. Esta doença atingiu pessoas em todo mundo
durante séculos. Milhões de seres sofreram seus efeitos
e muitos ainda estão sujeitos às limitações
impostas por esta doença evitável. São também
inúmeras as pessoas que superam estas limitações
e se tornam exemplos dignificantes para todos nós. É interessante notar que o Dr. Salk recusou-se a patentear a vacina que poderia torná-lo milionário, como forma de assegurar que mais pessoas em todo o mundo tivessem acesso gratuito ao produto do seu trabalho. Lamentavelmente, muitas pessoas ainda sofrem deste mal e tantas outras ainda sofrerão nos próximos anos devido à falta de imunização em alguns países. É de se perguntar: que deficiência é essa que impede a eliminação de uma doença cuja solução está disponível há mais de meio século? Entre as várias deficiências que ainda aguardam solução, há uma que pode ser aquela que serve de causa a várias outras deficiências. Falamos da deficiência moral. Trata-se de uma deficiência que atinge a todos de maneira direta ou indireta. Apesar de ser um problema tão antigo quanto a vida humana na Terra, a deficiência moral é fruto de comportamento que por sua vez é sustentado por valores equivocados que colocam o ter acima do ser. Por ser fruto do comportamento humano a deficiência moral está sujeita ao livre arbítrio e por esta razão é um mal evitável. Naturalmente, não estamos nos referindo a moral no sentido sexual, a qual pode até estar entre as deficiências. Estamos nos referindo à deficiência de caráter que ainda nos leva a mentir, corromper, aceitar ser corrompido, trair, negar ajuda, odiar, caluniar, segregar, discriminar, prejudicar, aceitar propina, dar propina e a ignorar o outro. Com freqüência esquecemos que somos “o outro” dos outros e que nosso comportamento é exemplo vivo e lição para quem nos observa. Esquecemos que se nosso exemplo for aprendido e seguido, acabaremos colhendo os resultados do nosso próprio plantio; quer nosso exemplo seja bom ou mau. O problema é que da mesma maneira que várias pessoas não
percebem que sofrem de hipertensão até ser tarde demais,
somos também vítimas desta mesma inconsciência sobre
nossas deficiências morais. Quando nos damos conta, o mal está
feito, a dor foi gerada. Uma vez gerada a dor, vem a decepção,
o auto-questionamento e a consciência do que fizemos. A consciência
do erro nos leva ao arrependimento e a busca da reparação
para retomar o equilíbrio perdido. Pois bem, aqui estamos novamente encarnados. Desta vez mais conscientes
do que nunca, visto que a ampliação da consciência
é um processo cumulativo. Assim sendo, que possamos todos nos conscientizar de nossas próprias
deficiências morais e do impacto que elas têm naqueles que
sofrem suas conseqüências a título de efeito e de exemplo.
Que passemos a empregar com mais vigor nosso potencial de mudança
e de geração do bem. “Aje em tudo como se alguém te observasse” * Este termo substitui o termo criador para evitar confusão
com criadores humanos.
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