|
Espírito
- autoconhecimento |
| A
todo momento me relaciono com o ambiente onde me encontro, a começar
pela leitura que faço do mesmo, ou, de outra forma, pelo que ganha
minha atenção. Segundo meus interesses, olho, ouço,
sinto, coloco-me à disposição de estímulos diversos
que vêm deste ambiente. Para esta primeira ação já
tomei várias decisões: o que vou olhar? O que vou ouvir? A
que estarei sensível? Após este primeiro momento, de “leitura”, faço análise das informações que coletei, e novamente segundo meus interesses, posso valorizar algumas informações mais do que outras; talvez algumas eu até descarte por completo. Como resultado da análise posso chegar a conclusões, estabelecer pensamentos; posso inclusive manifestá-lo através da expressão verbal, corporal ou escrita, sempre segundo meus interesses. Resumindo, faço observação, analiso, manifesto, tendo em todas essas fases o filtro do que sou, o que está representado nos meus valores, experiências, objetivos, lógicas, prioridades, sentimentos. Tudo o que penso e faço influencia o ambiente. Cabe, portanto, alterar pensamentos e ações cujos resultados (desdobramentos) prováveis possam ser pouco construtivos ou até destrutivos. Porém, tais pensamentos e ações são produtos meus, conforme processo de leitura, análise e manifestação sugerido anteriormente. Rever meus pensamentos e ações significa rever suas origens, ou seja, rever as leituras e análises que fiz, e consequentemente rever também meus valores, experiências, objetivos, lógicas, prioridades e sentimentos. A partir daí começo a questionar-me sobre todos estes aspectos pessoais e individuais; por exemplo: por que julgo algumas coisas mais importantes do que outras? Por que quero seguir nesta ou naquela direção, realizar este ou aquele projeto, fazer isso ou aquilo primeiro? Por que sou sensível a algumas coisas e a outras não? Depois destas indagações certamente terei respostas a meu respeito, mas que isoladas (sem ter com o que comparar) não representam base para reavaliações e/ou mudanças. Mas qual referencial usar para avaliar o que descobri a meu próprio respeito? Valores universais são um ponto de partida; por exemplo: priorizo a vida? Respeito o ambiente (o que inclui as pessoas)? Na minha rotina diária aprendo, ensino, construo? As respostas para estas perguntas não serão, necessariamente, afirmativas, pois meu entendimento sobre as coisas está à frente da minha prática efetiva. Através do contato que tenho com o mundo alcanço primeiramente mais informação, que depois será internalizada para em algum momento influenciar minhas ações. Tais diferenças, que sempre haverão, não devem me desmotivar; ao contrário, mostram claramente onde posso desenvolver-me. Fica clara então a importância de conhecer cada vez mais a meu respeito, assim como a respeito do ambiente no qual estou, pela influência mútua que exercemos. Fica também evidente tratar-se de um processo contínuo, pois a cada nova descoberta conto com mais informação para fundamentar as próximas descobertas, e assim sucessivamente. No processo contínuo de autoconhecimento as perguntas “quem sou?”, “onde estou?” e “para que / com qual objetivo?” tem fundamental e evidente importância. Com base nas respostas vou direcionar minhas iniciativas de observar, analisar, escolher e manifestar. À luz da Doutrina dos Espíritos, que nos traz alguns referenciais, as perguntas acima começam a ser respondidas de forma mais geral: sou individual e livre, um espírito responsável e imortal, temporariamente vivendo na Terra (polissistema material) através de um corpo mortal, com o objetivo de servir aos demais. Ao considerar-me individual, livre, responsável e imortal, conforme princípios da Doutrina dos Espíritos, estabeleço um determinado processo crítico; por exemplo: se sou livre e individual posso fazer o que quiser, e serei responsável pelos desdobramentos de todas as minhas ações. Para escolher adequadamente e não enfrentar conseqüências, na minha percepção desagradáveis, busco mais informações antes de decidir. A percepção da imortalidade e dos polissistemas material e espiritual, influencia na forma que priorizo e dou importância aos elementos de minha vida; consequentemente as escolhas e ações, o planejamento e a busca de informações são afetados. Conforme pesquiso, analiso e experimento, adquiro mais
informações a meu respeito, assim como conheço mais
o ambiente. Quanto mais eu souber, mais facilmente identificarei oportunidades
de mudar meu comportamento, o que significa alterar meus valores, objetivos,
lógicas, prioridades, sentimentos, e consequentemente viver e assimilar
novas experiências. |